terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Há um Mark Zuckerberg na sua empresa? Saíba como identificá-lo.

Caros amigos, mais um excelente artigo e de muito valia para nós administradores e empreendedores. boa leitura.

Texto extraído do site http://www.administradores.com.br/.

 Luiz Alberto Ferla - CEO da Talk Interactive, empresa especializada em estratégias de serviços digitais. É engenheiro e administrador pós-graduado em planejamento estratégico

Aos 20 e poucos anos, Zuckerberg apresenta as virtudes e os vícios dos jovens inteligentes, impetuosos e ambiciosos da "era digital" Nenhum fenômeno de bilheteria lançado em 2010 conseguiu surpreender tanto quanto A rede social. Ancorado na popularidade do Facebook, o filme oferece como maior atrativo contar a história de Mark Zuckerberg - o mais jovem bilionário no ranking da revista Forbes.

Aos 20 e poucos anos, Zuckerberg apresenta, no limite – como mostrado no filme –, as virtudes e os vícios dos jovens inteligentes, impetuosos e ambiciosos da "era digital". Uma particularidade dos cerca de 73 milhões de pessoas entre 20 e 30 e poucos anos denominada de Geração Y? Não! A história é pródiga em exemplos de jovens extraordinários e que mudaram o mundo.

Talvez o fato novo seja que jovens como o criador da mais popular rede de relacionamento estejam revolucionando o mundo dos negócios. Aliás, estão criando o mundo dos novos negócios e novos mercados. Um fenômeno da Era Digital? Em grande parte sim. A Era Digital, com suas possibilidades quase ilimitadas, acende a fogueira da curiosidade (e das vaidades, claro) e da tentação de testar limites, algo inerente aos jovens.

Uma conseqüência é o pânico dos nascidos na transição analógico-digital (Geração X) e os nascidos na era analógica (Baby Bommers) em gerenciar o que é ingerenciável (como pais ou como gerentes): paixões! E um mundo de possibilidades nunca antes imaginadas. Uma característica dessa realidade, ao mesmo tempo instigante e deletéria, é a velocidade, a urgência e ansiedade gerada pela sensação de obsolescência. A inovação de ontem será ultrapassada amanhã.

A abundância, e não a escassez de recursos, informações e de possibilidades se torna um problema. E gera culpa, nunca mitigada, numa geração quase sem culpa. Não mais a dicotomia: capitalismo ou socialismo? Só a urgência: ser feliz aqui e agora! (sem as questões filosóficas que "ser feliz" pode suscitar). Quem, além da geração Y, está mais adaptado a um mundo em que a única certeza é a mudança contínua e vertiginosa?

Quem, senão um Y, exposto a dispositivos digitais desde a infância, pode lidar, com invejável desenvoltura, com as novas tecnologias, incluindo a grande capacidade de navegar e explorar a Internet de forma intuitiva? O que resta ao menos adaptados, os X, os baby bommers e aos que vieram antes, senão criar as condições para que os da Geração Y façam o que sabem fazer melhor? Vivendo nas redes sociais, os Y estão mais propensos em confiar naquilo que se espalha no marketing viral do boca a boca do que na publicidade tradicional, e por isso se adaptam facilmente a rotinas de trabalho mais colaborativos e desenvolvidos em equipe.

Sim, neles, cooperação e individualismo coexistem. Deles, não espere reuniões monótonas, impositivas e prepare-se para uma apaixonada defesa de pontos de vista e um desconcertante pragmatismo. Porque tudo lhes parece fácil e simples, e porque estão conectados com muitas pessoas e muitas informações simultaneamente, podem perder o foco e, não obstante a criatividade, podem não transformar as ideias em inovações ou produtos e serviços úteis. E é aí que pessoas de gerações anteriores podem ser eficazes: como mentores ou coaches dos Y.

Mas esqueça os estilos gerenciais que fizeram as gigantes empresas da era industrial o que foram décadas atrás. A autoridade que aceitam é aquela advinda da competência técnica e da reputação de quem pretende comandá-los. E sabem distinguir autoridade de autoritarismo – que rejeitam. Para eles, ordem e progresso não andam juntos. Progresso, sim; ordem, nem tanto. Quer que um Y seja produtivo? Ele será, se o gerente aprender a negociar o resultado esperado.

A Geração Y gosta de "trocar": trocar ideias, trocar coisas, trocar resultados e comprometimento por um trabalho com significado, desafio, aprendizagem, liderança inspiradora, ambiente de trabalho agradável e divertido. A Geração Y gosta de lugares e pessoas divertidas. Aliás, está ensinando às gerações precedentes que o trabalho pode e deve ser divertido. Expressões como IFT (índice de felicidade no trabalho) e FIB (felicidade interna bruta) fazem parte do léxico corporativo.

Mas é esse o habitat de um Mark Zuckerberg? Pode haver um Zuckerberg na sua empresa? É quase certo que não. Se há outros - e deve haver - ele provavelmente deve estar criando mais uma nova empresa por aí. Está criando um novo mercado (e você ainda vai comprar dele algo que ainda nem sabe que precisa). Ele talvez até já tenha passado por sua empresa e você não reparou. Talvez seja aquele jovem cheio de ideias que ninguém levava muito sério e para quem os gerentes não tinham tempo nem paciência. Ou aquele empregado-problema, rebelde, irritante, insubordinado, que não cumpria horário, estourava prazos, orçamentos, e só fazia perguntas quando você queria respostas.

E quase certo que você quisesse reter um Mark Zuckerberg se ele tivesse as virtudes do gênio que ele é, mas não vícios do homem açoitado por paixões e interesses nem tão virtuosos assim (pelo que se depreende do filme). Mas aí ele não seria a personalidade do ano. Seria? Na dúvida, melhor dialogar com os Y que habitam sua empresa. Quer saber o que pensam? Pergunte a eles o que querem, pensam e sentem. Exatamente como faz com os seus clientes especiais. Quem sabe você não descobre em um Y de seu time de talentos com potencial de um Mark Zuckerberg?

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

EMPRESA QUE REDUZIR ROTATIVIDADE PODERÁ TER BENEFÍCIO FISCAL

Extraído do Site administro.com.br - 26/10/2010 Empresa que reduzir rotatividade poderá ter benefício fiscal O estímulo à redução da rotatividade da mão de obra traz muitos benefícios para o Estado. A Câmara analisa o Projeto de Lei Complementar (PLP) 595/10, do deputado Dr. Talmir (PV-SP), que pretende estimular a redução da rotatividade de mão-de-obra concedendo incentivo fiscal para as empresas. A proposta beneficia as empresas que diminuírem sua rotatividade anual em pelo menos 10% e as que apresentarem rotatividade inferior a 10% da média do setor a que pertencem, conforme dados do Ministério do Trabalho. Entre os benefícios, estão a redução de 50% do valor das alíquotas das contribuições sociais destinadas ao Sistema S (Sesi, Sesc, Senai, Senac, Sebrae, etc.). "O estímulo à redução da rotatividade da mão de obra traz muitos benefícios para o Estado. A medida que propomos poderá aliviar as pressões previdenciárias, diminuir o saque de recursos do FGTS, alongando assim o perfil dos créditos disponíveis, e também servir para conter as demandas por seguro-desemprego, minorando o já deficitário Fundo de Amparo ao Trabalhador", disse o deputado. Tramitação O projeto será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Trabalho, de Administração e Serviço Público; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Em seguida, o texto será votado pelo Plenário. Fonte: Agência Câmara

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Método para elaboração de Plano de Ação Eficiente

Extraído do site www.endeavor.com.br (13 Out - às 17:19 h) Achei a ideia muito interessante e estou recolocando em meu blog. Que boas idéias são essenciais para o sucesso do empreendedor, não há como discutir. Porém, mais importante que ter idéias, é conseguir executá-las com excelência, dentro do prazo e do orçamento da empresa. Você pode implementar muito mais idéias do que imagina, basta saber ativá-las e desenvolver um bom plano de ação. Neste sentido, um dos métodos mais recomendados por especialistas é o 5W2H que, apesar do nome, é extremamente simples. Os 5Ws significam What, Who, When, Where e Why, enquanto os 2 Hs são How e How Much. Esta planilha que estamos disponibilizando é a base deste metodo. Você pode baixá-la totalmente customizável, mas é sempre bom lembrar que não acontecerá absolutamente nada com ela sem a sua interferência Por isso, seguem algumas dicas simples dadas pelo Blog Sobre Administração para que o método seja um diferencial na maneira como você concebe e executa seus projetos: 1. Estabeleça uma estratégia de ação para identificação e proposição de soluções de determinados problemas que queira sanar. Para isso pode-se utilizar de brainstorm para se chegar a um ponto comum. 2. Tenha certeza de estar implementando ações sobre as causas do problema, e não sobre seus efeitos. 3. É preciso propor diferentes soluções para os problemas analisados, certificando-se dos custos aplicados e da real eficácia de tais soluções. 4. Ao planejar determinada atividade gerencial, você deve responder às 7 perguntas citadas acima com clareza e objetividade. Logo após, você deverá preencher a planilha com tudo o que foi planejado. 5. Sempre que tiver dúvidas sobre os rumos que as coisas estão tomando, lembre-se da planilha e volte a consultá-la. Sempre! Para que se sinta seguro para seguir em frente. Isso faz uma diferença enorme! 6. A disciplina aqui é a palavra de ordem. Também é preciso ser verdadeiro e não mentir para você mesmo. O 5w2h trabalha com fatos; deixe a emoção para as idéias. No mais, baixe a planilha (clique no título e baixe a planilha), arregace as mangas e faça o que deve ser feito para suas idéias decolarem!

domingo, 14 de novembro de 2010

COMO MELHORAR NOSSOS RELACIONAMENTOS NA ORGANIZAÇÃO

COMO MELHORAR NOSSOS RELACIONAMENTOS NA ORGANIZAÇÃO


Texto extraído de http://www.maph.com.br/

Seguem algumas regras básicas de como melhorar nosso trato pessoal e possibilitar relacionamentos mais saudáveis, comunicativos e produtivos, em qualquer ambiente:
Cumprimente as pessoas. Nada há tão agradável e animado, quanto uma palavra de saudação, particularmente hoje em dia quando precisamos mais de “sorrisos amáveis”.

Sorria para as pessoas. Acionamos 72 músculos para franzir a testa e somente 14 para sorrir.

Chame as pessoas pelo nome. A música mais suave para muitos ainda é ouvir seu próprio nome.

Seja amigo prestativo. Se você quiser ter amigos, seja amigo.

Seja cordial. Fale e haja com toda sinceridade.

Interesse-se sinceramente pelos outros.

Seja generoso ao elogiar, cauteloso ao criticar. Os líderes elogiam, sabem encorajar, dar confiança e elevar os outros.

Considere os sentimentos dos outros. Existem três lados numa controvérsia: o seu, o da outra pessoa, e o lado de quem está certo.

Ouça, aprenda e saiba reconhecer o valor dos outros.

Preste favores, sem esperar nada em troca.

Ao dizer “não”, o faça com delicadeza.

Nunca devolva um ataque verbal. Nessas horas, é melhor ficar calado do que dizer bobagens e alterar os ânimos.

Não se meta onde não é chamado, a não ser que suas responsabilidades o obriguem a tal.

Jamais passe comentários negativos.



REDE DE RELACIONAMENTOS



Uma rede de relacionamentos é mais do que uma “relação de amigos”. Trata-se de uma teia de pessoas, ligadas entre si pelas mais diferentes formas de relacionamento (coleguismo, amizade, profissionalismo, lazer, parentesco, vizinhança, etc).

Cada vez que ampliarmos nossa rede de relacionamentos, mais oportunidades teremos de realizar-nos como pessoas humanas, de sermos úteis, de termos satisfação e alegria.

Por exemplo: numa viagem para o Rio de Janeiro, se você conhece pessoas naquela cidade, poderá obter boas “dicas” dos pontos turísticos, desfrutando assim muito melhor sua viagem.

Outro exemplo: você gostaria de formar uma biblioteca comunitária em seu bairro. Se você tem uma rede de relacionamentos, facilmente conseguirá várias obras usadas como doações. Com um pouco de boa vontade, logo terá um acervo mínimo para iniciar o projeto!


Como aumentar nossa rede de relacionamentos?



1. Converse com estranhos ou pessoas que nunca conversou antes. Os mais acessíveis a estes novos contatos são os adolescentes e os idosos.

2. Lembre-se de pessoas que há muito tempo você não conversa. Mande uma carta, telefone, ou vá pessoalmente.

3. Combine algum tipo de atividade com seus colegas de estudo, igreja ou profissão, tipo: assistir um filme juntos, “churrascada”, etc.

4. Tenha uma agenda e anote todos os nomes de seus conhecidos, seus endereços e telefones. Guarde os cartões de visita que receber e procure visitá-los periodicamente.

5. Quando for a algum seminário, curso ou viagem, procure conhecer novas pessoas, anotando o nome, telefone e endereço.

6. Aproxime-se dos novos vizinhos e tente reestabelecer contato com os antigos.

7. Nas viagens, converse com as pessoas e conheça uma variedade de novas idéias, relacionamentos e amizades!



Uma boa rede de relacionamentos poderá facilitar em muito as seguintes atividades:



1. Arrumar um novo emprego.

2. Referências pessoais para algum negócio.

3. Criar uma equipe para projetos comunitários.

4. Conhecer novas pessoas.

5. Obter muitas informações como: concursos públicos, impostos, questões trabalhistas e previdenciárias, dúvidas sobre leis, orientações sobre financiamentos, etc.

Quem tem muitos relacionamentos, tende a ter mais facilidade em desenvolver suas atividades.

Por exemplo: um excursionista que procure novos pontos para explorar poderá ter muitas dicas e informações sobre lugares até então desconhecidos, etc.






sábado, 6 de novembro de 2010

Quando os Controles internos falham

                                              Quando os controles internos falham

Marcos Assi, coordenador e professor do MBA Controles Internos e Compliance da Trevisan Escola

de Negócios.

É importante salientar que ao primeiro sinal de negligência administrativa ou operacional, ou até mesmo por pouco caso, o problema aparece Quando apresentamos as melhores práticas de controles internos e elas falham, muitos dizem que somos pessimistas. Já ouvimos em instituições financeiras que éramos burocratas, estávamos cerceando a liberdade de comercialização e não havia tanta necessidade de aprovações. Mas quando encontramos hoje nos jornais reportagens de empresas em estado de falência (e algumas já falidas), confirma-se necessidade de preocupação sim nesse terreno.

A melhoria nos controles internos, principalmente das indústrias e instituições financeiras, não somente para os gestores do negócio, mas também para a alta administração e o conselho de administração das organizações, tornou-se algo preponderante na atualidade.

Devemos salientar que um dos princípios da Basiléia é a supervisão bancária, e o Banco Central, com foco nas instituições financeiras, e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM), nas não-financeiras, deverão aumentar a rigidez desta supervisão e controle em função do momento vivido.

É importante salientar que ao primeiro sinal de negligência administrativa ou operacional, ou até mesmo por pouco caso, o problema aparece. E pode ser de várias maneiras, tais como perdas financeiras, processos de minoritários por má administração, processos trabalhistas etc..

O objetivo nosso era implementar controles financeiros e contábeis, processos de monitoramento operacional, segregação de funções mais eficientes, políticas e processos que proporcionassem maior segurança para todos na organização. Mas este tipo de pensamento ainda não chegou para a maioria das pessoas que administram ou têm poder de decisão nas organizações.

Quando o controle interno funciona, ele pode oferecer a alta administração informações mais confiáveis. Não podemos falar sobre ausência de controles internos, sem falar do Banco Barings PLC, que foi a falência justamente por isso; ou o caso do Banco Société Générale, com a fraude em operações de mercado futuro.

Será que não existia nenhum processo de controle, alguma verificação de extrato da corretora de mercado futuro, posição gerencial, entre outros controles possíveis?

E quando falamos de WorldCom, Tyco, Enrom, lembram algo? A governança corporativa surgiu justamente quando estes fatos de fraudes financeiras e/ou contábeis ocorreram no ano de 2002, despertando o mundo sobre a preocupação com o tema. Porém, parece que ainda existem organizações que estão patinando nos controles.

A cultura de controle depende, e muito, do engajamento de todos os envolvidos na organização – conselhos de administração mais efetivos; alta administração exercendo com responsabilidade os limites operacionais definidos pelos comitês internos ou pelos sócios; os gestores do negócio monitorando as operações e as corrigindo com maior agilidade; e os colaboradores executando e revisando os processos internos.

É verdade que em graus variados, o controle interno é responsabilidade individual cada um em prol da organização, pois não existe um padrão único. Isso depende do apetite de risco da organização. Para se ter um sistema de controles internos eficaz é necessário o reconhecimento de todos sobre a importância de exercer suas atribuições com eficiência e, sempre que possível, informar aos gestores de problemas.

Ao ler qualquer notícia hoje sobre problemas financeiros de empresas, é possível verificar que, em algum momento, alguém negligenciou sua parte. Quando isto ocorre, os riscos de perda operacional, de imagem institucional, problemas legais, entre outros, surgem com grande velocidade. E a organização gastará muito tempo para explicar porque os controles internos falharam. Se não quebrarem antes.

Fonte: http://empreendedor.uol.com.br

sábado, 2 de outubro de 2010

As empresas devem ter em mente que o tempo tecnológico é curto

Colapso e estabilidade


As empresas devem ter em mente que o tempo tecnológico é curto



Por Jack London*

Todas as gerações que povoaram e povoam hoje a Terra acalentam uma eterna ilusão: a ideia da estabilidade, a ideia de que o que existe é perene e que uma vida ou uma época são realidades constantes.

No entanto, um país, uma cidade, qualquer aglomerado humano tem em sua base um processo de conhecimento, uma maneira de educar, aprender, transmitir conceitos, valores e emoções, que muda muitas vezes ao longo de uma vida.

Todas as maneiras de ser, sem exceção, são resultado de um processo que se sobrepõe à consciência ou aos atos da razão.

Ou seja, antes do Cotidiano, há os Processos de Conhecimento, há formas de aprender o mundo, ou mais claramente, tecnologias de aprendizado, expressão e formação do ser.

Os atuais trabalhadores regulares na sociedade da informação do início do século 21, aqueles que já nasceram no universo digital, agem com relação a suas vidas exatamente da mesma maneira que seus pais e avós agiam: com a certeza de que o que hoje sabem e fazem será sempre o padrão de suas vidas.

Que tal se perguntar o que fazíamos há cinco anos, sem o Facebook e o Twitter? Como conseguíamos viver sem as redes sociais? O que fazíamos para acessar conceitos e conhecimentos antes do Google?

Há quinze anos, nenhum desses sites e ferramentas existiam e, seguindo a lógica do colapso abrupto de hábitos e sistemas tecnológicos, provavelmente não existirão dentro de mais quinze. Não chore, não se desespere, apenas reflita.

Estruturas empresariais e modelos de negócios devem ter sempre em mente a ideia de que o tempo tecnológico é curto, e tudo em que confiamos hoje será em breve lixo.

Internet.2? Nada perto da Internet Semântica. Web? Nada perto de peer to peer, vídeos e outros formatos de transmissão de dados e voz. Impressoras a laser? Nada perto das impressoras em 3D. 100 megas de banda larga? Nada perto da Internet Quântica. PCs e Notebooks? Esqueça, pense celular e tablets.

A distância entre o hype e o nada é uma pequena marcação fora do espaço chamada tempo.

O longo caminho da humanidade sobre a Terra já consome quase 5 milhões de anos. A história conhecida, com o registro de relatos, vai da Babilônia e do Egito Antigo aos dias de hoje, aos saltos e colapsos. É uma história de analfabetos, ágrafos e seres que viveram sem utilizar o que chamamos hoje de informação registrada. Se quisermos ser mais dramáticos, a história do homem é a história de milhões de anos de comunicação apenas verbal e 6.000 anos de conhecimento registrado.

Um dia, você dorme se achando Steve Jobs e no dia seguinte acorda Nabucodonosor.

A tecnologia é como todos os processos humanos, autofágica e inesperada. Tempos fugit, como diziam os romanos, ou se você quiser, numa versão mais moderna, “já era”.

* Jack London fundou a Booknet, primeiro negócio virtual que ganhou fama no Brasil, e a Tix, empresa de comercialização de ingressos on-line. Agora, investe no cinema digital com a Multicine

Para falar com Jack London e sugerir temas para suas colunas, mande e-mail para jlondon@ism.com.br e coloque Coluna PEGN no campo assunto

fonte: Revista PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS.



As Leis da Família

As leis da família


Quando deixou a prisão, tudo o que Dave Dahl queria era uma nova chance. Mas ele conquistou mais: levantou a empresa do irmão e criou uma marca de sucesso

por Bill Donahue


PORTAS ABERTAS
Glenn Dahl sempre colocou a família acima de tudo: por isso, não hesitou em dar várias chances ao irmão

Para Glenn Dahl, nada é mais importante do que a família. Foi por isso que, em 1989, ele decidiu dar uma nova chance ao irmão mais novo, Dave, e permitir que ele trabalhasse na sua padaria — a NatureBake, com sede em Portland, Oregon. Aos 26 anos, Dave era viciado em meta-anfetaminas e já tinha uma longa história no crime. Mesmo assim, Glenn deu sinal verde para que ele ajudasse na produção do pão orgânico da casa. A NatureBake estava na família desde 1955 — alguns anos antes, Glenn havia comprado o negócio do pai, James Dahl.

A boa vontade de Glenn não durou mais do que uma semana: depois que o irmão apareceu na padaria drogado e armou uma briga com um cliente, ele decidiu mandá-lo embora. Furioso, Dave decidiu se vingar: arrombou a casa de Glenn e roubou uma pistola. “Forcei uma cômoda e um armário que estavam trancados”, conta. “Queria que ele soubesse que era eu quem tinha invadido sua casa.” Glenn soube imediatamente. Afinal, havia anos que lidava com o irmão problemático — desde os tempos em que ele ainda era um adolescente retraído e cheio de acne. Naquela época, Glenn chegou a abrigá-lo em sua casa, e foi o primeiro a socorrê-lo quando Dave tentou se matar, esvaziando o armário de remédios. Glenn o amparou, levou-o ao médico e o admitiu ao trabalho no dia seguinte.

Os esforços de Glenn para ajudar o irmão foram em vão. Nos anos 90, Dave voltaria a se envolver com o tráfico de drogas — no total, ele seria condenado seis vezes, por assalto, fuga da prisão, tráfico de substância proibida e roubo à mão armada. Em seus piores dias, ele costumava guardar uma espingarda dentro de sua capa de chuva e esconder meta-anfetaminas embaixo do capô do carro. Nas fotos dos arquivos policiais, ele parece ameaçador. Ao vivo, a sensação é ainda mais forte: Dave é um sujeito grande, musculoso, com 1,80 m de altura e olhar penetrante. Até mesmo seu irmão mais velho admite que ele é “uma pessoa extremamente impositiva. Quando ele fica irritado, pode ser assustador”.


VIDA BANDIDA
Depois de um passado marginal, Dave Dahl deu a volta por cima e virou celebridade

2004 seria um ano especialmente difícil para o empresário. Mais uma vez, seu irmão saía da prisão. E mais uma vez ele enfrentava o doloroso dilema: colocar sua empresa em risco, ou fechar as portas para alguém com quem tinha laços de sangue? Mais uma vez, ele cedeu ao instinto fraternal. Em dezembro daquele ano, quando o irmão saiu da cadeia, Glenn o apanhou na estação rodoviária em Portland, levou-o para casa e confirmou que ele tinha um lugar na empresa. Ele jamais poderia imaginar o que iria acontecer: quatro anos e meio depois, Dave Dahl se transformaria na força motriz por trás de uma marca de sucesso, além de virar uma espécie de celebridade local.

Orgânico e sem ingredientes geneticamente modificados, o Dave’s Killer Bread (numa tradução literal, o “pão matador de Dave”) é hoje uma marca vencedora. O pão é vendido por cerca de US$ 5. Existem 14 variedades, entre elas o Blues Bread, que é rico em milho; o Good Seed, crocante, com sementes de linhaça e girassol; e o longo e fino Peace Bomb. Há, na embalagem, uma caricatura de Dave com cabelos compridos, tocando sua guitarra elétrica, e um texto confessional em que ele conta que encontrou a paz depois de “longos e solitários” anos na prisão. Diz ainda que se curou do vício “tocando violão, me exercitando e me conhecendo melhor, longe das drogas. O sofrimento transformou um ex-condenado em um homem honesto, que faz o possível para tornar o mundo um lugar melhor... um pão de cada vez.”

VIDA SEM RUMO APOSTA

Em 1989, Glenn Dahl permitiu que o irmão Dave, recém-saído da prisão, trabalhasse na padaria da família. Aos 26 anos, Dave era viciado em drogas e costumava andar armado. Na padaria, sua função seria auxiliar na produção de pão orgânico

PREJUÍZO

Uma semana depois, Dave, drogado, armou uma briga com um cliente. Irritado, Glenn o mandou embora. Só não esperava pela vingança do irmão marginal, que arrombou a porta da sua casa e roubou uma pistola

fonte: Revista PEQUENAS EMPRESAS, GRANDES NEGÓCIOS.